Na verdade, elas sempre estiveram presentes. O que vimos, do dia 15/3 até o início da manhã de ontem, foi mesmo um tremendo "espreme" nos vendidos. Tal movimento, no entanto, acabou devido ao seu próprio exagero. A fala de Lael Brainard foi somente o catalisador de um processo de reversão que me parecia inevitável. Afinal, não vimos soluções para...

Apresento hoje alguns argumentos novos e outros já apresentados nos últimos dias.
O gambito Russo
Observa-se um descolamento entre o preço do ouro e preços dos títulos do tesouro dos EUA. Há quem especule que o sistema monetário global - aquele baseado no dólar americano e definido após a reunião de Bretton Woods em 1944 - esteja exibindo fragilidades e abrindo espaço para concorrentes.
Por trás da decisão Saudita
Em um encontro entre o rei saudita, Abdul Saud, e o presidente americano, Franklin Roosevelt, realizado no dia 14 de fevereiro de 1945, ficou acordado que os EUA comprariam o petróleo saudita, pagando-o em dólares, e os sauditas investiriam os recursos provenientes da venda em ativos norte-americanos.
No texto de ontem argumentei que os "vendidos" vivem um momento de recapitulação. Durante esta terça-feira, evidências que corroboram tal argumento estiveram mais presentes no comportamento das ações brasileiras do que no das ações americanas. No Brasil, o contrato futuro do IBOV abril acima de 121.000 pontos, puxado pelas ações da Petrobras e do...
Capitulação
Neste momento em que escrevo, os contratos futuros do S&P 500 já superam o patamar de 4.600 pontos. Por aqui, os contratos futuros do IBOV romperam a barreira dos 121.000 pontos. O catalisador: notícias de que as negociações entre a Rússia e a Ucrânia -- ocorrendo neste momento na Turquia -- avançam de forma construtiva.
Um novo ambiente de investimentos
Entramos hoje na última semana do primeiro trimestre. O IBOV luta para registrar seu oitavo dia de alta consecutiva. A taxa de juros dos contratos futuros do DI que vence em 2031 recuou para os níveis praticados durante o mês de fevereiro. A volatilidade, que se manteve bem elevada na renda variável durante o início deste mês de março, parece...
Vento contrário na China
Nesta sexta-feira, temos uma reportagem no Valor Econômico que diz que a China vive uma situação sem precedentes de saída de recursos. Paralelamente, a Gavekal publica hoje um artigo cujo título é um questionamento um tanto perigoso: "Is it finally crash time in Hong Kong?" (É chegada a hora de um colapso na economia de Hong Kong?)
Quando os fatos mudam, eu mudo de opinião
Foi com esta famosa frase, atribuída a John Maynard Keynes, que Anatole Kaletsky -- o veterano co-fundador da Gavekal -- buscou nos convencer que é hora de nos tornarmos mais pessimistas em relação aos preços das ações nos EUA. Kaletsky, que desde a crise europeia de 2012, vem aconselhando seus leitores a fazer o infame "buy the dip"...
Neste momento, há muito receio de que a economia americana entre em recessão. Porém, os grandes estrategistas atribuem uma baixa probabilidade para este evento. E, diante de todos os fatos, o momento sugere a busca por proteção!
Em homenagem ao contraditório
Hoje vou tomar emprestado o "juridiquês" e invocar o princípio do contraditório e da ampla defesa em nome dos "vendidos" que foram "massacrados" nos últimos três dias da semana passada. Como podemos ver nas tabelas abaixo, os "comprados" partiram para agressão de forma global e generalizada:
Será que a pizza paulistana é melhor do que a nova iorquina? Há controvérsias... Mas, quando o assunto é dinheiro, este parece caminhar de volta para NY. Neste texto o meu objetivo é tentar transmitir uma ideia de divergência muito comum em tempos de crise, em tempos de guerra.